Sinto-me espectadora do meu próprio filme. O mais estúpido é que as cenas são previsíveis. Qualquer coisa semelhante à imagem do casal que vai no carro a trocar olhares lânguidos, em camera lenta, e são albarroados por um jipe ou um camião, dependendo do drama que se quer dar à cena.
No meu filme a troca dá-se entre o reconhecimento de um enredo que já é habitual.
E eu já sei que o camião está a chegar.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
quinta-feira, 9 de junho de 2011
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Dói-me sobretudo o incessar do pensar, constantemente, sem sossego.
A ausência do sono e da alegria que traz a paz de se estar em harmonia com o que nos constitui. Anseio tão longamente por desligar a matéria cinzenta e estar apenas no minuto presente, vazia. E não encontro a alquimia que me acalme, que me distraia de mim mesma.
A ausência do sono e da alegria que traz a paz de se estar em harmonia com o que nos constitui. Anseio tão longamente por desligar a matéria cinzenta e estar apenas no minuto presente, vazia. E não encontro a alquimia que me acalme, que me distraia de mim mesma.
domingo, 15 de maio de 2011
Quase um quarto de século e não aprendi a viver. A descartar. A entender que se entregue tudo a alguém e se recolha a seguir, dar a outra e seguir sempre assim.
A não dar nada a ninguém, como alternativa.
Sinto-me uma alma velha e desactualizada. Um anacronismo.
Olho com cinismo para declarações de amor eterno, mas não sei viver com um amor que acaba de um dia para o outro. Não consigo viver com a aquisição e substituição, como se fosse possível dar sempre, o amor, a pessoas que vão alternando como estações.
A não dar nada a ninguém, como alternativa.
Sinto-me uma alma velha e desactualizada. Um anacronismo.
Olho com cinismo para declarações de amor eterno, mas não sei viver com um amor que acaba de um dia para o outro. Não consigo viver com a aquisição e substituição, como se fosse possível dar sempre, o amor, a pessoas que vão alternando como estações.
terça-feira, 10 de maio de 2011
terça-feira, 26 de abril de 2011
sábado, 23 de abril de 2011
sexta-feira, 8 de abril de 2011
sábado, 2 de abril de 2011
segunda-feira, 28 de março de 2011
terça-feira, 15 de março de 2011
segunda-feira, 14 de março de 2011
quarta-feira, 9 de março de 2011
Apetece-me ficar de olhos baços pousados no monitor. Retirar do tempo a mudança. Poder ficar assim escondida sem que isso tenha importância, sem que alguém me veja e faça conversa, queira saber porque estou assim.
Quero ficar estática neste momento, antes do sol nascer e o mundo dos vivos venha perguntar por mim.
Não quero um amanhã em que a esperança de ti não passa de teimosia, em que as tuas palavras são claras e tenho de desistir.
Mas o amanhã vem aí e faço birra como uma criança. Não quero, não sei, não posso.
Não acredito que o amor me vai fazer isto, roubar-me por inteiro, fazer-me acreditar e deixar o edifício, sem voltar para trás.
Quero ficar estática neste momento, antes do sol nascer e o mundo dos vivos venha perguntar por mim.
Não quero um amanhã em que a esperança de ti não passa de teimosia, em que as tuas palavras são claras e tenho de desistir.
Mas o amanhã vem aí e faço birra como uma criança. Não quero, não sei, não posso.
Não acredito que o amor me vai fazer isto, roubar-me por inteiro, fazer-me acreditar e deixar o edifício, sem voltar para trás.
sábado, 5 de março de 2011
sábado, 26 de fevereiro de 2011
As palavras são prenúncios. Como as gaivotas em terra, tempestade no mar.
Curtas, esguias, sabem-me às vezes a memória sem tristeza, a pontos finais sem parágrafo que lhes sugira um recomeço de outras ideias, novas, mas harmonizadas com as que já foram ditas, parte do mesmo texto, não ainda de conclusão.
As palavras estão nos livros e nos livros ensinam como se formam, no acariciar e revolver silencioso da caverna bocal, nos movimentos que as enrolam e expelem, com som ou sem, miudinhas ou imponentes, arrogantes.
Nos livros não ensinam as palavras que se escondem para além da glote, num nó que sobe e desce, hesita, esquece até, para depois se lembrar e em novo tremor se deixarem estar, secretas, minhas.
As palavras não sabem mentir, mesmo que quem as usa minta e minta a esperança ou o derrotismo de quem espera por as ouvir.
Curtas, esguias, sabem-me às vezes a memória sem tristeza, a pontos finais sem parágrafo que lhes sugira um recomeço de outras ideias, novas, mas harmonizadas com as que já foram ditas, parte do mesmo texto, não ainda de conclusão.
As palavras estão nos livros e nos livros ensinam como se formam, no acariciar e revolver silencioso da caverna bocal, nos movimentos que as enrolam e expelem, com som ou sem, miudinhas ou imponentes, arrogantes.
Nos livros não ensinam as palavras que se escondem para além da glote, num nó que sobe e desce, hesita, esquece até, para depois se lembrar e em novo tremor se deixarem estar, secretas, minhas.
As palavras não sabem mentir, mesmo que quem as usa minta e minta a esperança ou o derrotismo de quem espera por as ouvir.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
first day
sinto a tua falta no sofá da tua sala, às escuras, a descobrir o teu beijo até ser manhã.
amo-te.
Yours is the first face that I saw
I think I was blind before I met you
Now I don't know where I am
I don't know where I've been
But I know where I want to go
And so I thought I'd let you know
That these things take forever
I especially am slow
But I realize that I need you
And I wondered if I could come home
Remember the time you drove all night
Just to meet me in the morning
And I thought it was strange you said everything changed
You felt as if you'd just woke up
And you said "this is the first day of my life
I'm glad I didn't die before I met you
But now I don't care I could go anywhere with you
And I'd probably be happy"
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
sábado, 25 de dezembro de 2010
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
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