sábado, 28 de novembro de 2009

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

\m/
Beck - guess I'm doing fine

resolvi dar uma chance a beck. correu bem.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

10 things you want for christmas:

1. ver a minha multa de 500€ paga
2. sossego
3. calor
4. um portátil
5. ouvir a All I want for christmas is you (por mais brega que seja)
6. ver o Love actually, coberta por mantas e em boa companhia
7. que passe a meia noite e fique sozinha a ver filmes com qualquer coisa quente para beber
8. frasquinho gigante de hypnoise
9. chocolate (natal dá sempre desculpa para o quilinho a mais)
10. ver as luzes do terreiro do paço sem as gruas e as obras

9 musicians/bands you love (no order):

1. muse
2. placebo
3. radiohead
4. crystal castles
5. tegan & sara
6. interpol
7. cut copy
8. rachel yamagata
9. sol seppy


8 things you do everyday:

1. ouvir música
2. comer
3. beber café
4. fumar
5. banho
6. cantarolar
7. falar com os amigos
8. dormir

7 things you enjoy:

1. dar as mãos
2. festas no cabelo
3. rir
4. leite condensado com café
5. cigarro a seguir às refeições
6. sintonia
7. abraços sentidos

6 things that will always win your heart:

1. borboletas no estomâgo
2. sentido de humor
3. rir tanto que não dá para acabar as frases
4. balanço certo entre carinho e picardia
5. empatia genuína
6. bom gosto musical, cinematográfico e literário (sad, but true)

5 favourites:

1. gatos
2. Synecdoche, new york
3. Ordem natural das coisas (A. Lobo Antunes)
4. sundae de caramelo com topping de bolacha
5. skins

4 smells you enjoy:

1. terra molhada
2. páginas de um livro (se for antigo, melhor)
3. refogado
4. folhas de laranjeira

3 places you want to go:

1. londres
2. paris
3. itália

2 holidays you love:

1. ano novo
2. carnaval? (não sou fã do dia festivo, mas das férias)

1 person you’d marry on the spot:

1. natalie portman

segunda-feira, 23 de novembro de 2009



cashback

Era um texto. Sim, era um texto. Não era um romance, um poema, um policial, um conto. Era um texto, assim, desprovido de si.
Era um texto porque tinha grafemas, sílabas, palavras, frases, pontuação.




Grafema, sílaba, palavra, frase. Texto.
Já está.



cashback

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Soneto do Orfeu

São demais os perigos dessa vida
Para quem tem paixão, principalmente
Quando uma lua surge de repente
E se deixa no céu, como esquecida

E se ao luar, que atua desvairado
Vem unir-se uma música qualquer
Aí então é preciso ter cuidado
Porque deve andar perto uma mulher

Uma mulher que é feita de música
Luar e sentimento, e que a vida
Não quer, de tão perfeita

Uma mulher que é como a própria lua:
Tão linda que só espalha sofrimento,
Tão cheia de pudor que vive nua.

(Vinícius de Moraes)

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Agora é o momento em que chegas e me ligas à tomada.

sábado, 7 de novembro de 2009

porque não te encontro encriptada nas páginas que abro e fecho com rapidez de rotina, aborreço-me de estar aqui.
porque me aborreço, acendo primitivamente a chama de fogos apagados há demasiado tempo para serem viáveis.
porque não são viáveis, alinho nostalgicamente os pontos que ficaram por unir.
é sempre assim.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Não posso, logo quero.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

amén II

coisas bonitas que os meus amigos encontram a circular na internet
Irritas-me e deixas-me nervosa. Não, não estou apaixonada por ti. Tenho mais motivos para fugir de ti do que para correr atrás.
Mas irritas-me e deixas-me nervosa, com essa irreverência e indiferença juvenil.
Vai à merda.
Obrigada.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009



relembrei-me desta música hoje.



esta também é bonita.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Amén.

Convertida ao linux.



cute

domingo, 25 de outubro de 2009

Estou na reticência de ti. Sou. O luto que te faço, na mudez do meu aparente ócio, mostra-se lento e constrangido, apetrechado da indiferença que espalho no ar que circula entre o teu espaço e o meu, as palavras que os unem.
Recuso-te e abraço a insónia, a nicotina e o quarto abafado pelo fumo e a luz rala que o corta, as páginas de um livro que sorvo sofregamente, na esperança de neutralizar a invasão das memórias e receios que colecionei de ti.
És nefasta, minha querida, quer te recorde ou não. Ora me consome a saudade, ora me brutaliza a fuga desastrada, o fingimento, o nó que me verga na cama, cessa a harmonia das entranhas com o oxigénio exterior.
Estou - sem o negar - na reticência de ti, dos meses que te dediquei, da desordem orgânica de te sentir, quente, no amâgo do estômago, fígado, coração.
És tóxica, minha querida, como todas as paixões raras e invasivas o são. Molesta-me o derrame da tua influência. Mais ainda a urgência de a sanar.

sábado, 17 de outubro de 2009

Insónia.

Bloqueias-me. Forças, inconscientemente, o nó que me vinca a traqueia e incomoda as minhas horas nocturnas.
Para ti não sou mais que o legume que cohabita com a soturna escuridão das noites em que dormes pacifica e suavemente. Um parasita, é isso. É o que eu sou.
Tenho as entranhas enfaixadas no luto de ti, da saudade do teu riso fácil, que entregas a ninguém.
Não suporto a proximidade de ti. Não suporto a tua felicidade. Não suporto a tua indiferença. Não suporto a minha.
Vegeto. Desintoxico. Apago-me.
Até ser mais que a angústia de ti.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

É sempre catastrófico quando se finda o estado de negação. As afirmações anteriores tornam-se desculpas, usualmente mal engendradas, e de ora adiante já não servem de escudo para defender a carcaça das evidências.
Torna-se ridículo usar do engenho para passar a ligeireza de espírito que cai sempre bem quando não se é correspondido.
Já admiti que sinto. Agora o que faço com isso?

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Uma imensa apatia.Tacteio no escuro os escombros das ideias e das perguntas que tinha guardadas para te fazer. Antes de deixares o tempo comer-me a sensibilidade dos orgãos que te davam relevância.
O único sentimento concreto que me anima é o arrepio da pele brutalizada pelo vento, aqui, onde o mármore já curou feridas iguais ou piores às que me fizeste.
Hoje não, a carícia ausente das luzes e dos carros fumegantes não me anima nem entristece. Incomoda-me o vai-vem das folhas e coisas várias que me voam da mala, as mensagens que me chegam ao telemóvel e às quais não atribuo nenhuma importância, a indiferença com que me presenteio ao cenário que foi mais minha casa que estas quatro paredes.
Não te achei bonita, nem repulsiva. Estavas ali e eu também, por coincidência.
Uma imensa apatia, tão estranha, e mais uma garrafa que estala com o ímpeto do saca-rolhas tosco. Estivesse eu assim todos os dias.
Estragaste-me o dia
estragaste-me, a pontapés, outra e outra vez, a vontade de querer saber.

domingo, 16 de agosto de 2009

O que tenho para oferecer agora são destroços do meu naufrágio. Notas tristes e restos de cerveja em copos de vidro gasto. O que tenho para oferecer são piadas de baú e tristezas de mulher mal amada. Histórias de quando fui amada sem saber e não soube amar. Histórias de quando me entreguei a quem não quer saber da minha entrega.
O que tenho para oferecer são histórias de quando gostei de quem está demasiado habituado a ter o mundo na palma das mãos.
Histórias em que não sou personagem principal.