sexta-feira, 2 de setembro de 2011
At Least It Was Here - The 88 (Full Community Theme w/ Lyrics)
I’m tied to the wait and sees
I’m tired of that part of me
That makes up a perfect lie
To keep us between
But hours turn into days
So watch what you throw away
And be here to recognize
There’s another way
But I love you more than words can say
I can’t count the reasons I should stay
One by one they all just fade away
But I love you more than words can say
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
sexta-feira, 1 de julho de 2011
domingo, 26 de junho de 2011
sábado, 18 de junho de 2011
O meu amor faz de mim estúpida os olhos de todos - às vezes aos meus olhos também.
O meu amor vive de nada que o alimente e revolta-se disso, mas não desaparece.
O meu amor acredita quando eu já perdi toda e qualquer fé.
O meu amor escraviza-me à dor.
O meu amor eleva-me.
O meu amor não aceita morrer e eu morro, devagar, a cada suspiro de saudade e esperança que teimosamente lhe escapa na hora sacrimoniosa da noite.
O meu amor vive de nada que o alimente e revolta-se disso, mas não desaparece.
O meu amor acredita quando eu já perdi toda e qualquer fé.
O meu amor escraviza-me à dor.
O meu amor eleva-me.
O meu amor não aceita morrer e eu morro, devagar, a cada suspiro de saudade e esperança que teimosamente lhe escapa na hora sacrimoniosa da noite.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Sinto-me espectadora do meu próprio filme. O mais estúpido é que as cenas são previsíveis. Qualquer coisa semelhante à imagem do casal que vai no carro a trocar olhares lânguidos, em camera lenta, e são albarroados por um jipe ou um camião, dependendo do drama que se quer dar à cena.
No meu filme a troca dá-se entre o reconhecimento de um enredo que já é habitual.
E eu já sei que o camião está a chegar.
No meu filme a troca dá-se entre o reconhecimento de um enredo que já é habitual.
E eu já sei que o camião está a chegar.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Dói-me sobretudo o incessar do pensar, constantemente, sem sossego.
A ausência do sono e da alegria que traz a paz de se estar em harmonia com o que nos constitui. Anseio tão longamente por desligar a matéria cinzenta e estar apenas no minuto presente, vazia. E não encontro a alquimia que me acalme, que me distraia de mim mesma.
A ausência do sono e da alegria que traz a paz de se estar em harmonia com o que nos constitui. Anseio tão longamente por desligar a matéria cinzenta e estar apenas no minuto presente, vazia. E não encontro a alquimia que me acalme, que me distraia de mim mesma.
domingo, 15 de maio de 2011
Quase um quarto de século e não aprendi a viver. A descartar. A entender que se entregue tudo a alguém e se recolha a seguir, dar a outra e seguir sempre assim.
A não dar nada a ninguém, como alternativa.
Sinto-me uma alma velha e desactualizada. Um anacronismo.
Olho com cinismo para declarações de amor eterno, mas não sei viver com um amor que acaba de um dia para o outro. Não consigo viver com a aquisição e substituição, como se fosse possível dar sempre, o amor, a pessoas que vão alternando como estações.
A não dar nada a ninguém, como alternativa.
Sinto-me uma alma velha e desactualizada. Um anacronismo.
Olho com cinismo para declarações de amor eterno, mas não sei viver com um amor que acaba de um dia para o outro. Não consigo viver com a aquisição e substituição, como se fosse possível dar sempre, o amor, a pessoas que vão alternando como estações.
terça-feira, 10 de maio de 2011
terça-feira, 26 de abril de 2011
sábado, 23 de abril de 2011
sexta-feira, 8 de abril de 2011
sábado, 2 de abril de 2011
segunda-feira, 28 de março de 2011
terça-feira, 15 de março de 2011
segunda-feira, 14 de março de 2011
quarta-feira, 9 de março de 2011
Apetece-me ficar de olhos baços pousados no monitor. Retirar do tempo a mudança. Poder ficar assim escondida sem que isso tenha importância, sem que alguém me veja e faça conversa, queira saber porque estou assim.
Quero ficar estática neste momento, antes do sol nascer e o mundo dos vivos venha perguntar por mim.
Não quero um amanhã em que a esperança de ti não passa de teimosia, em que as tuas palavras são claras e tenho de desistir.
Mas o amanhã vem aí e faço birra como uma criança. Não quero, não sei, não posso.
Não acredito que o amor me vai fazer isto, roubar-me por inteiro, fazer-me acreditar e deixar o edifício, sem voltar para trás.
Quero ficar estática neste momento, antes do sol nascer e o mundo dos vivos venha perguntar por mim.
Não quero um amanhã em que a esperança de ti não passa de teimosia, em que as tuas palavras são claras e tenho de desistir.
Mas o amanhã vem aí e faço birra como uma criança. Não quero, não sei, não posso.
Não acredito que o amor me vai fazer isto, roubar-me por inteiro, fazer-me acreditar e deixar o edifício, sem voltar para trás.
sábado, 5 de março de 2011
sábado, 26 de fevereiro de 2011
As palavras são prenúncios. Como as gaivotas em terra, tempestade no mar.
Curtas, esguias, sabem-me às vezes a memória sem tristeza, a pontos finais sem parágrafo que lhes sugira um recomeço de outras ideias, novas, mas harmonizadas com as que já foram ditas, parte do mesmo texto, não ainda de conclusão.
As palavras estão nos livros e nos livros ensinam como se formam, no acariciar e revolver silencioso da caverna bocal, nos movimentos que as enrolam e expelem, com som ou sem, miudinhas ou imponentes, arrogantes.
Nos livros não ensinam as palavras que se escondem para além da glote, num nó que sobe e desce, hesita, esquece até, para depois se lembrar e em novo tremor se deixarem estar, secretas, minhas.
As palavras não sabem mentir, mesmo que quem as usa minta e minta a esperança ou o derrotismo de quem espera por as ouvir.
Curtas, esguias, sabem-me às vezes a memória sem tristeza, a pontos finais sem parágrafo que lhes sugira um recomeço de outras ideias, novas, mas harmonizadas com as que já foram ditas, parte do mesmo texto, não ainda de conclusão.
As palavras estão nos livros e nos livros ensinam como se formam, no acariciar e revolver silencioso da caverna bocal, nos movimentos que as enrolam e expelem, com som ou sem, miudinhas ou imponentes, arrogantes.
Nos livros não ensinam as palavras que se escondem para além da glote, num nó que sobe e desce, hesita, esquece até, para depois se lembrar e em novo tremor se deixarem estar, secretas, minhas.
As palavras não sabem mentir, mesmo que quem as usa minta e minta a esperança ou o derrotismo de quem espera por as ouvir.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
first day
sinto a tua falta no sofá da tua sala, às escuras, a descobrir o teu beijo até ser manhã.
amo-te.
Yours is the first face that I saw
I think I was blind before I met you
Now I don't know where I am
I don't know where I've been
But I know where I want to go
And so I thought I'd let you know
That these things take forever
I especially am slow
But I realize that I need you
And I wondered if I could come home
Remember the time you drove all night
Just to meet me in the morning
And I thought it was strange you said everything changed
You felt as if you'd just woke up
And you said "this is the first day of my life
I'm glad I didn't die before I met you
But now I don't care I could go anywhere with you
And I'd probably be happy"
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
sábado, 25 de dezembro de 2010
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
domingo, 28 de novembro de 2010
Maybe I know somewhere deep in my soul
That love never lasts
And we've got to find other ways
To make it alone or keep a straight face
And I've always lived like this
Keeping a comfortable distance
And up until now I swored to myself
That I'm content with loneliness,
Because none of it was ever worth the risk
But you are the only exception
the only exception
That love never lasts
And we've got to find other ways
To make it alone or keep a straight face
And I've always lived like this
Keeping a comfortable distance
And up until now I swored to myself
That I'm content with loneliness,
Because none of it was ever worth the risk
But you are the only exception
the only exception
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Queria escrever em toda a parte que te amo. Nas portas, nas paredes, nos muros, na estrada, nos bancos dos jardins, nas árvores, nos livros, nos cadernos, no computador, na Internet, no céu, nos ténis, nas fotografias, no jornal, na revista, em guardanapos, pacotes de açúcar e post-its, em letras de músicas, todas para ti.
Queria escrever que te amo em toda a parte, para não te entristecer tão frequentemente com o som da única palavra que te faz jus: Amo-te.
Queria escrever que te amo em toda a parte, para não te entristecer tão frequentemente com o som da única palavra que te faz jus: Amo-te.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
domingo, 21 de novembro de 2010
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
terça-feira, 2 de novembro de 2010
I was born to love you
With every single beat of my heart
Yes, I was born to take care of you
Every single day of my life
You are the one for me
I am the man for you
You were made for me
you're my ecstasy
So take a chance with me
Let me romance with you
I'm caught in a dream
And my dream's come true
It's so hard to believe
This is happening to me
An amazing feelin'
Comin' through
I was born to love you
With every single beat of my heart
Yes, I was born to take care of you
Every single day of my life
I wanna love you
I love every little thing about you
I wanna love you, love you, love you
Todos os dias da minha vida quero ser a pessoa que segura a tua mão.
With every single beat of my heart
Yes, I was born to take care of you
Every single day of my life
You are the one for me
I am the man for you
You were made for me
you're my ecstasy
So take a chance with me
Let me romance with you
I'm caught in a dream
And my dream's come true
It's so hard to believe
This is happening to me
An amazing feelin'
Comin' through
I was born to love you
With every single beat of my heart
Yes, I was born to take care of you
Every single day of my life
I wanna love you
I love every little thing about you
I wanna love you, love you, love you
Todos os dias da minha vida quero ser a pessoa que segura a tua mão.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Heavy Cross
when the lights are out on every street
It feels alright, but never complete
without you
I trust you,
if it's already been done, undo it,
It takes two
it's up to me and you
to prove it,
when the lights are out on every street
It feels alright, but never complete
without you
I trust you,
if it's already been done, undo it,
It takes two
it's up to me and you
to prove it,
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
Pela primeira vez fez sentido a sério, para além da estética.
Sinto a tua falta; a nossa falta. Todas as horas intermináveis do dia.
Need you now
Picture perfect memories scattered all around the floor
Reachin' for the phone 'cause I can't fight it anymore
And I wonder if I ever cross your mind
For me it happens all the time
It's a quarter after one, I'm all alone and I need you now
Said I wouldn't call but I lost all control and I need you now
And I don't know how I can do without
I just need you now
Another shot of whiskey can't stop looking at the door
Wishing you'd come sweeping in the way you did before
And I wonder if I ever cross your mind
For me it happens all the time
Guess I'd rather hurt than feel nothin' at all
It's a quarter after one I'm all alone and I need you now
And I said I wouldn't call but I'm a little drunk and I need you now
And I don't know how I can do without
I just need you now
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
Pela primeira vez fez sentido a sério, para além da estética.
Sinto a tua falta; a nossa falta. Todas as horas intermináveis do dia.
Need you now
Picture perfect memories scattered all around the floor
Reachin' for the phone 'cause I can't fight it anymore
And I wonder if I ever cross your mind
For me it happens all the time
It's a quarter after one, I'm all alone and I need you now
Said I wouldn't call but I lost all control and I need you now
And I don't know how I can do without
I just need you now
Another shot of whiskey can't stop looking at the door
Wishing you'd come sweeping in the way you did before
And I wonder if I ever cross your mind
For me it happens all the time
Guess I'd rather hurt than feel nothin' at all
It's a quarter after one I'm all alone and I need you now
And I said I wouldn't call but I'm a little drunk and I need you now
And I don't know how I can do without
I just need you now
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Sinto-me a desfazer, uma memória de cada vez.
Luto, com uma claustrofobia que nunca tive, contra a evidência de que não dei o valor que devia, que o teu carácter que amo é o que te afasta de mim.
Queria dizer amo-te tantas vezes e com tanta força que fizesse diferença e que, afinal, o meu amor chega, assim ferido e esfarrapado, encolhido à espera de se aninhar em ti, à noite, na nossa cama, com as mantas e o cobertor térmico que cobiçámos todo o Verão.
Não me consolo, nem acredito, que já não vais adormecer no meu peito. Não consigo enredar o conceito de que afinal já não sou eu
"Sabias? És tu..."
Já não sou eu, afinal não sou eu. Como?
E tu continuas a ser tu. Mais ninguém. Se calhar não sabias, mas és tu.
Luto, com uma claustrofobia que nunca tive, contra a evidência de que não dei o valor que devia, que o teu carácter que amo é o que te afasta de mim.
Queria dizer amo-te tantas vezes e com tanta força que fizesse diferença e que, afinal, o meu amor chega, assim ferido e esfarrapado, encolhido à espera de se aninhar em ti, à noite, na nossa cama, com as mantas e o cobertor térmico que cobiçámos todo o Verão.
Não me consolo, nem acredito, que já não vais adormecer no meu peito. Não consigo enredar o conceito de que afinal já não sou eu
"Sabias? És tu..."
Já não sou eu, afinal não sou eu. Como?
E tu continuas a ser tu. Mais ninguém. Se calhar não sabias, mas és tu.
Não consigo respirar.
"Ficas comigo?
Tim!
Para sempre?
Sim, até te fartares de mim"
Fica comigo. Não te fartes já de mim.
Amo-te.
http://www.youtube.com/watch?v=vN7HQrgakZU
http://www.youtube.com/watch?v=zwFS69nA-1w
Parece que foi ontem.
"Ficas comigo?
Tim!
Para sempre?
Sim, até te fartares de mim"
Fica comigo. Não te fartes já de mim.
Amo-te.
http://www.youtube.com/watch?v=vN7HQrgakZU
http://www.youtube.com/watch?v=zwFS69nA-1w
Parece que foi ontem.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
jacques brel - ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Il faut oublier
Tout peut s'oublier
Qui s'enfuit déjà
Oublier le temps
Des malentendus
Et le temps perdu
À savoir comment
Oublier ces heures
Qui tuaient parfois
À coups de pourquoi
Le coeur du bonheure
Ne me quitte pas
Moi je t'offrirai
Des perles de pluie
Venues de pays
Où il ne pleut pas
Je creuserai la terre
Jusqu'après ma mort
Pour couvrir ton corps
D'or et de lumière
Je ferai un domaine
Où l'amour sera roi
Où l'amour sera loi
Où tu seras reine
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Je t'inventerai
Des mots insensés
Que tu comprendras
Je te parlerai
De ces amants là
Qui ont vu deux fois
Leurs coeurs s'embrasser
Je te raconterai
L'histoire de ce roi
Mort de n'avoir pas
Pu te rencontrer
Ne me quitte pas
On a vu souvent
Rejaillir le feu
De l'ancien volcan
Qu'on croyait trop vieux
Il est paraît-il
Des terres brûlées
Donnant plus de blé
Qu'un meilleur avril
Et quand vient le soir
Pour qu'un ciel flamboie
Le rouge et le noir
Ne s'épousent-ils pas
Ne me quite pas
Ne me quite pas
Je ne veux plus pleurer
Je ne veux plus parler
Je me cacherai là
À te regarder
Danser et sourire
Et à t'écouter
Chanter et puis rire
Laisse-moi devenir
L'ombre de ton ombre
L'ombre de ta main
L'ombre de ton chien
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Il faut oublier
Tout peut s'oublier
Qui s'enfuit déjà
Oublier le temps
Des malentendus
Et le temps perdu
À savoir comment
Oublier ces heures
Qui tuaient parfois
À coups de pourquoi
Le coeur du bonheure
Ne me quitte pas
Moi je t'offrirai
Des perles de pluie
Venues de pays
Où il ne pleut pas
Je creuserai la terre
Jusqu'après ma mort
Pour couvrir ton corps
D'or et de lumière
Je ferai un domaine
Où l'amour sera roi
Où l'amour sera loi
Où tu seras reine
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Je t'inventerai
Des mots insensés
Que tu comprendras
Je te parlerai
De ces amants là
Qui ont vu deux fois
Leurs coeurs s'embrasser
Je te raconterai
L'histoire de ce roi
Mort de n'avoir pas
Pu te rencontrer
Ne me quitte pas
On a vu souvent
Rejaillir le feu
De l'ancien volcan
Qu'on croyait trop vieux
Il est paraît-il
Des terres brûlées
Donnant plus de blé
Qu'un meilleur avril
Et quand vient le soir
Pour qu'un ciel flamboie
Le rouge et le noir
Ne s'épousent-ils pas
Ne me quite pas
Ne me quite pas
Je ne veux plus pleurer
Je ne veux plus parler
Je me cacherai là
À te regarder
Danser et sourire
Et à t'écouter
Chanter et puis rire
Laisse-moi devenir
L'ombre de ton ombre
L'ombre de ta main
L'ombre de ton chien
Ne me quitte pas
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Tirinho às pessoas que vão às livrarias e são:
- arrogantes
- aparentemente incapazes de ver um livro à frente dos olhos
- aparentemente incapazes de entender uma ordem alfabética
- aparentemente incapazes de meter os livros onde os foram buscar
- pessoas que deixam garrafas de água em cima de livros em vez de deixar no lixo
- pessoas que compram o crepusculo ou afins
ponto.
- arrogantes
- aparentemente incapazes de ver um livro à frente dos olhos
- aparentemente incapazes de entender uma ordem alfabética
- aparentemente incapazes de meter os livros onde os foram buscar
- pessoas que deixam garrafas de água em cima de livros em vez de deixar no lixo
- pessoas que compram o crepusculo ou afins
ponto.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
sábado, 28 de novembro de 2009
terça-feira, 24 de novembro de 2009
10 things you want for christmas:
1. ver a minha multa de 500€ paga
2. sossego
3. calor
4. um portátil
5. ouvir a All I want for christmas is you (por mais brega que seja)
6. ver o Love actually, coberta por mantas e em boa companhia
7. que passe a meia noite e fique sozinha a ver filmes com qualquer coisa quente para beber
8. frasquinho gigante de hypnoise
9. chocolate (natal dá sempre desculpa para o quilinho a mais)
10. ver as luzes do terreiro do paço sem as gruas e as obras
9 musicians/bands you love (no order):
1. muse
2. placebo
3. radiohead
4. crystal castles
5. tegan & sara
6. interpol
7. cut copy
8. rachel yamagata
9. sol seppy
8 things you do everyday:
1. ouvir música
2. comer
3. beber café
4. fumar
5. banho
6. cantarolar
7. falar com os amigos
8. dormir
7 things you enjoy:
1. dar as mãos
2. festas no cabelo
3. rir
4. leite condensado com café
5. cigarro a seguir às refeições
6. sintonia
7. abraços sentidos
6 things that will always win your heart:
1. borboletas no estomâgo
2. sentido de humor
3. rir tanto que não dá para acabar as frases
4. balanço certo entre carinho e picardia
5. empatia genuína
6. bom gosto musical, cinematográfico e literário (sad, but true)
5 favourites:
1. gatos
2. Synecdoche, new york
3. Ordem natural das coisas (A. Lobo Antunes)
4. sundae de caramelo com topping de bolacha
5. skins
4 smells you enjoy:
1. terra molhada
2. páginas de um livro (se for antigo, melhor)
3. refogado
4. folhas de laranjeira
3 places you want to go:
1. londres
2. paris
3. itália
2 holidays you love:
1. ano novo
2. carnaval? (não sou fã do dia festivo, mas das férias)
1 person you’d marry on the spot:
1. natalie portman
1. ver a minha multa de 500€ paga
2. sossego
3. calor
4. um portátil
5. ouvir a All I want for christmas is you (por mais brega que seja)
6. ver o Love actually, coberta por mantas e em boa companhia
7. que passe a meia noite e fique sozinha a ver filmes com qualquer coisa quente para beber
8. frasquinho gigante de hypnoise
9. chocolate (natal dá sempre desculpa para o quilinho a mais)
10. ver as luzes do terreiro do paço sem as gruas e as obras
9 musicians/bands you love (no order):
1. muse
2. placebo
3. radiohead
4. crystal castles
5. tegan & sara
6. interpol
7. cut copy
8. rachel yamagata
9. sol seppy
8 things you do everyday:
1. ouvir música
2. comer
3. beber café
4. fumar
5. banho
6. cantarolar
7. falar com os amigos
8. dormir
7 things you enjoy:
1. dar as mãos
2. festas no cabelo
3. rir
4. leite condensado com café
5. cigarro a seguir às refeições
6. sintonia
7. abraços sentidos
6 things that will always win your heart:
1. borboletas no estomâgo
2. sentido de humor
3. rir tanto que não dá para acabar as frases
4. balanço certo entre carinho e picardia
5. empatia genuína
6. bom gosto musical, cinematográfico e literário (sad, but true)
5 favourites:
1. gatos
2. Synecdoche, new york
3. Ordem natural das coisas (A. Lobo Antunes)
4. sundae de caramelo com topping de bolacha
5. skins
4 smells you enjoy:
1. terra molhada
2. páginas de um livro (se for antigo, melhor)
3. refogado
4. folhas de laranjeira
3 places you want to go:
1. londres
2. paris
3. itália
2 holidays you love:
1. ano novo
2. carnaval? (não sou fã do dia festivo, mas das férias)
1 person you’d marry on the spot:
1. natalie portman
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
cashback
Era um texto. Sim, era um texto. Não era um romance, um poema, um policial, um conto. Era um texto, assim, desprovido de si.
Era um texto porque tinha grafemas, sílabas, palavras, frases, pontuação.
Grafema, sílaba, palavra, frase. Texto.
Já está.
cashback
Era um texto porque tinha grafemas, sílabas, palavras, frases, pontuação.
Grafema, sílaba, palavra, frase. Texto.
Já está.
cashback
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Soneto do Orfeu
São demais os perigos dessa vida
Para quem tem paixão, principalmente
Quando uma lua surge de repente
E se deixa no céu, como esquecida
E se ao luar, que atua desvairado
Vem unir-se uma música qualquer
Aí então é preciso ter cuidado
Porque deve andar perto uma mulher
Uma mulher que é feita de música
Luar e sentimento, e que a vida
Não quer, de tão perfeita
Uma mulher que é como a própria lua:
Tão linda que só espalha sofrimento,
Tão cheia de pudor que vive nua.
(Vinícius de Moraes)
Para quem tem paixão, principalmente
Quando uma lua surge de repente
E se deixa no céu, como esquecida
E se ao luar, que atua desvairado
Vem unir-se uma música qualquer
Aí então é preciso ter cuidado
Porque deve andar perto uma mulher
Uma mulher que é feita de música
Luar e sentimento, e que a vida
Não quer, de tão perfeita
Uma mulher que é como a própria lua:
Tão linda que só espalha sofrimento,
Tão cheia de pudor que vive nua.
(Vinícius de Moraes)
sábado, 7 de novembro de 2009
porque não te encontro encriptada nas páginas que abro e fecho com rapidez de rotina, aborreço-me de estar aqui.
porque me aborreço, acendo primitivamente a chama de fogos apagados há demasiado tempo para serem viáveis.
porque não são viáveis, alinho nostalgicamente os pontos que ficaram por unir.
é sempre assim.
porque me aborreço, acendo primitivamente a chama de fogos apagados há demasiado tempo para serem viáveis.
porque não são viáveis, alinho nostalgicamente os pontos que ficaram por unir.
é sempre assim.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
terça-feira, 3 de novembro de 2009
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
domingo, 25 de outubro de 2009
Estou na reticência de ti. Sou. O luto que te faço, na mudez do meu aparente ócio, mostra-se lento e constrangido, apetrechado da indiferença que espalho no ar que circula entre o teu espaço e o meu, as palavras que os unem.
Recuso-te e abraço a insónia, a nicotina e o quarto abafado pelo fumo e a luz rala que o corta, as páginas de um livro que sorvo sofregamente, na esperança de neutralizar a invasão das memórias e receios que colecionei de ti.
És nefasta, minha querida, quer te recorde ou não. Ora me consome a saudade, ora me brutaliza a fuga desastrada, o fingimento, o nó que me verga na cama, cessa a harmonia das entranhas com o oxigénio exterior.
Estou - sem o negar - na reticência de ti, dos meses que te dediquei, da desordem orgânica de te sentir, quente, no amâgo do estômago, fígado, coração.
És tóxica, minha querida, como todas as paixões raras e invasivas o são. Molesta-me o derrame da tua influência. Mais ainda a urgência de a sanar.
Recuso-te e abraço a insónia, a nicotina e o quarto abafado pelo fumo e a luz rala que o corta, as páginas de um livro que sorvo sofregamente, na esperança de neutralizar a invasão das memórias e receios que colecionei de ti.
És nefasta, minha querida, quer te recorde ou não. Ora me consome a saudade, ora me brutaliza a fuga desastrada, o fingimento, o nó que me verga na cama, cessa a harmonia das entranhas com o oxigénio exterior.
Estou - sem o negar - na reticência de ti, dos meses que te dediquei, da desordem orgânica de te sentir, quente, no amâgo do estômago, fígado, coração.
És tóxica, minha querida, como todas as paixões raras e invasivas o são. Molesta-me o derrame da tua influência. Mais ainda a urgência de a sanar.
sábado, 17 de outubro de 2009
Insónia.
Bloqueias-me. Forças, inconscientemente, o nó que me vinca a traqueia e incomoda as minhas horas nocturnas.
Para ti não sou mais que o legume que cohabita com a soturna escuridão das noites em que dormes pacifica e suavemente. Um parasita, é isso. É o que eu sou.
Tenho as entranhas enfaixadas no luto de ti, da saudade do teu riso fácil, que entregas a ninguém.
Não suporto a proximidade de ti. Não suporto a tua felicidade. Não suporto a tua indiferença. Não suporto a minha.
Vegeto. Desintoxico. Apago-me.
Até ser mais que a angústia de ti.
Para ti não sou mais que o legume que cohabita com a soturna escuridão das noites em que dormes pacifica e suavemente. Um parasita, é isso. É o que eu sou.
Tenho as entranhas enfaixadas no luto de ti, da saudade do teu riso fácil, que entregas a ninguém.
Não suporto a proximidade de ti. Não suporto a tua felicidade. Não suporto a tua indiferença. Não suporto a minha.
Vegeto. Desintoxico. Apago-me.
Até ser mais que a angústia de ti.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
É sempre catastrófico quando se finda o estado de negação. As afirmações anteriores tornam-se desculpas, usualmente mal engendradas, e de ora adiante já não servem de escudo para defender a carcaça das evidências.
Torna-se ridículo usar do engenho para passar a ligeireza de espírito que cai sempre bem quando não se é correspondido.
Já admiti que sinto. Agora o que faço com isso?
Torna-se ridículo usar do engenho para passar a ligeireza de espírito que cai sempre bem quando não se é correspondido.
Já admiti que sinto. Agora o que faço com isso?
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Uma imensa apatia.Tacteio no escuro os escombros das ideias e das perguntas que tinha guardadas para te fazer. Antes de deixares o tempo comer-me a sensibilidade dos orgãos que te davam relevância.
O único sentimento concreto que me anima é o arrepio da pele brutalizada pelo vento, aqui, onde o mármore já curou feridas iguais ou piores às que me fizeste.
Hoje não, a carícia ausente das luzes e dos carros fumegantes não me anima nem entristece. Incomoda-me o vai-vem das folhas e coisas várias que me voam da mala, as mensagens que me chegam ao telemóvel e às quais não atribuo nenhuma importância, a indiferença com que me presenteio ao cenário que foi mais minha casa que estas quatro paredes.
Não te achei bonita, nem repulsiva. Estavas ali e eu também, por coincidência.
Uma imensa apatia, tão estranha, e mais uma garrafa que estala com o ímpeto do saca-rolhas tosco. Estivesse eu assim todos os dias.
Estragaste-me o dia
estragaste-me, a pontapés, outra e outra vez, a vontade de querer saber.
O único sentimento concreto que me anima é o arrepio da pele brutalizada pelo vento, aqui, onde o mármore já curou feridas iguais ou piores às que me fizeste.
Hoje não, a carícia ausente das luzes e dos carros fumegantes não me anima nem entristece. Incomoda-me o vai-vem das folhas e coisas várias que me voam da mala, as mensagens que me chegam ao telemóvel e às quais não atribuo nenhuma importância, a indiferença com que me presenteio ao cenário que foi mais minha casa que estas quatro paredes.
Não te achei bonita, nem repulsiva. Estavas ali e eu também, por coincidência.
Uma imensa apatia, tão estranha, e mais uma garrafa que estala com o ímpeto do saca-rolhas tosco. Estivesse eu assim todos os dias.
Estragaste-me o dia
estragaste-me, a pontapés, outra e outra vez, a vontade de querer saber.
domingo, 16 de agosto de 2009
O que tenho para oferecer agora são destroços do meu naufrágio. Notas tristes e restos de cerveja em copos de vidro gasto. O que tenho para oferecer são piadas de baú e tristezas de mulher mal amada. Histórias de quando fui amada sem saber e não soube amar. Histórias de quando me entreguei a quem não quer saber da minha entrega.
O que tenho para oferecer são histórias de quando gostei de quem está demasiado habituado a ter o mundo na palma das mãos.
Histórias em que não sou personagem principal.
O que tenho para oferecer são histórias de quando gostei de quem está demasiado habituado a ter o mundo na palma das mãos.
Histórias em que não sou personagem principal.
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
I know, you love the song but not the singer
I know, you've got me wrapped around your finger
I know, you want the sin without the sinner
I know
I know
Placebo - I know
I know, you've got me wrapped around your finger
I know, you want the sin without the sinner
I know
I know
Placebo - I know
Metes-me nojo. Desculpa-me se a rudeza dos meus modos te ofende. Mas metes-me nojo, agora, neste momento em que dedilho o mais rápido que posso, para te dizer, aqui, que me metes nojo.
Acabou. Acabou-se o engano. Até eu mereço melhor.
Radiohead - karma police
APC - 3 libras
Acabou. Acabou-se o engano. Até eu mereço melhor.
Radiohead - karma police
APC - 3 libras
domingo, 9 de agosto de 2009
elementaridades
Vi potencial. Vi que te fazia rir e por isso ria-me também. Vi que podia ser diferente.
Mas não fui. Fui a mesma princesa em torre de marfim, à espera que me acenasses em sinal que gostavas de mim. Fui a mesma formiga, laboriosa, mas pequena demais para ser notada.
Orgulhosa demais para ser completamente sincera e medricas demais para arriscar seja o que for.
Vi potencial e queria compensar o que não fiz no passado. Mas antes era diferente. Antes, ela gostava mesmo de mim. Agora, sou só eu a atirar pedrinhas à janela errada e a achar que o problema é das pedrinhas que escolhi.
Mas não fui. Fui a mesma princesa em torre de marfim, à espera que me acenasses em sinal que gostavas de mim. Fui a mesma formiga, laboriosa, mas pequena demais para ser notada.
Orgulhosa demais para ser completamente sincera e medricas demais para arriscar seja o que for.
Vi potencial e queria compensar o que não fiz no passado. Mas antes era diferente. Antes, ela gostava mesmo de mim. Agora, sou só eu a atirar pedrinhas à janela errada e a achar que o problema é das pedrinhas que escolhi.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
O desassossego diluiu naturalmente na quietude das horas. Na cama que ainda não arrefeceu, conserva-se muda a vergonha e o rasto leve da fuga.
Sim, o travo seco das palavras apartou-se e fluiu com a brisa da noite pela janela entreaberta do quarto, agora mais frio e solene.
Estou cá eu, só. Os lençois desalinhados não se comprometem. As portas fechadas do armário não advinham a ausência dos teus vestidos, calças e camisolas, repousados no sofá da tua avó, a dez minutos daqui.
Os ténis desencontrados já não vagueiam pelos tapetes. O creme hidradante retirou-se finalmente, tirando-me a graça de o espalhar a seguir ao banho e lembrar-me de ti.
Pensava que tinha mais dias e rendi-me ao luxo de me zangar por coisas que não importam, como sempre acontece quando se julga ter mão no tempo.
Deslocada, uma garrafa de água lamenta o abandono. O resto, silêncio e braços vazios.
Sim, o travo seco das palavras apartou-se e fluiu com a brisa da noite pela janela entreaberta do quarto, agora mais frio e solene.
Estou cá eu, só. Os lençois desalinhados não se comprometem. As portas fechadas do armário não advinham a ausência dos teus vestidos, calças e camisolas, repousados no sofá da tua avó, a dez minutos daqui.
Os ténis desencontrados já não vagueiam pelos tapetes. O creme hidradante retirou-se finalmente, tirando-me a graça de o espalhar a seguir ao banho e lembrar-me de ti.
Pensava que tinha mais dias e rendi-me ao luxo de me zangar por coisas que não importam, como sempre acontece quando se julga ter mão no tempo.
Deslocada, uma garrafa de água lamenta o abandono. O resto, silêncio e braços vazios.
sexta-feira, 24 de julho de 2009
É dificil perceber em que medida devo ficar feliz, ou infeliz. Reviro as folhas meio apática, meio comovida. Meio dormente, meio agitada. Culpo as hormonas por esta parte.
Não sei em que medida compensa o esforço de falar disto. Não tem poesia, estética ou qualquer coisa outra que embeleze esta meia dúzia de linhas.
Feias e toscas, deixo as palavras como megalíticos. Como os anos que as trituraram.
Os anos revistos e manuseados como coisas, factos. Pelas mãos e olhos de estrangeiros. Estrangeiros os anos para mim, não inteiramente meus, como os vivi.
O meu hoje de hoje foi o teu hoje de ontem.
Para nós, a justiça foi servida em tabuleiro de prata.
Não sei em que medida compensa o esforço de falar disto. Não tem poesia, estética ou qualquer coisa outra que embeleze esta meia dúzia de linhas.
Feias e toscas, deixo as palavras como megalíticos. Como os anos que as trituraram.
Os anos revistos e manuseados como coisas, factos. Pelas mãos e olhos de estrangeiros. Estrangeiros os anos para mim, não inteiramente meus, como os vivi.
O meu hoje de hoje foi o teu hoje de ontem.
Para nós, a justiça foi servida em tabuleiro de prata.
terça-feira, 21 de julho de 2009
Está em cima da escrivaninha. Ou debaixo da cama, já não sei. Podes espreitar e dizer-lhe olá, falar sobre a Revolução Industrial ou os usos básicos das figuras de estilo nos poemas de cartilha arrecadados na estante.
Está debaixo da cama e, se o cotão não te incomoda, podes deitar-te ao lado dela. Podes visitá-la, como eu, quando a figura presente deixa de agradar. Podes visitá-la, como eu, com a curiosidade de desvendar cortinas e portas cuja saída se perdeu.
A menina, tímida, dorme no soalho vazio do masoleu da adolescência febril. Brinca com esferas e cubos e palavras e planos importantes escritos a tinta vermelha.
A menina, baralho estruturado em castelo, repousa nos tons quentes e castanhos da disfunção controlada, da sede do elogio, da fome de verdade.
A menina tem futuro e palmadas nas costas do sucesso.
Não fala, mas diz. Não ouço, mas escuto.
O que não fiz, o que perdi, o que não sou.
Está debaixo da cama e, se o cotão não te incomoda, podes deitar-te ao lado dela. Podes visitá-la, como eu, quando a figura presente deixa de agradar. Podes visitá-la, como eu, com a curiosidade de desvendar cortinas e portas cuja saída se perdeu.
A menina, tímida, dorme no soalho vazio do masoleu da adolescência febril. Brinca com esferas e cubos e palavras e planos importantes escritos a tinta vermelha.
A menina, baralho estruturado em castelo, repousa nos tons quentes e castanhos da disfunção controlada, da sede do elogio, da fome de verdade.
A menina tem futuro e palmadas nas costas do sucesso.
Não fala, mas diz. Não ouço, mas escuto.
O que não fiz, o que perdi, o que não sou.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Frágil
Queria que fosse mais fácil. Não de mãos beijadas, mas mais fácil. Normal. Como aos outros.
Queria que estivesse ao alcance da pequenez dos meus braços.
Queria que fosse tema de conversa na esplanada do café e que os meus amigos fizessem piadas sobre mim.
Queria experimentar o toque de palavras em papel sem urgência de desabafo.
Queria não me sentir enjeitada, nem descartável.
Queria que, desta vez, os parabéns fossem para mim. E os sorrisos e as esperanças e o amor.
Queria que doesse, mas que no fim houvesse beijos que limpassem a dor.
Queria que não fosse só eu, invariavelmente, a lamber as minhas feridas em secretismo, a dar os parabéns, a sorrir, a desejar, a abraçar, a fazer piadas sobre todas as vidas que não sou.
Jorge Palma - frágil
Queria que estivesse ao alcance da pequenez dos meus braços.
Queria que fosse tema de conversa na esplanada do café e que os meus amigos fizessem piadas sobre mim.
Queria experimentar o toque de palavras em papel sem urgência de desabafo.
Queria não me sentir enjeitada, nem descartável.
Queria que, desta vez, os parabéns fossem para mim. E os sorrisos e as esperanças e o amor.
Queria que doesse, mas que no fim houvesse beijos que limpassem a dor.
Queria que não fosse só eu, invariavelmente, a lamber as minhas feridas em secretismo, a dar os parabéns, a sorrir, a desejar, a abraçar, a fazer piadas sobre todas as vidas que não sou.
Jorge Palma - frágil
O passar tremendo das horas. Todos os penosos 3600 segundos, tic tac tic tac no relógio velho e feio, encaixado num canto escondido da ansiedade.
28800 segundos em que vendo o corpo que nem uma rameira. Mas não é pelos algarismos que figuram no talão, nem pelo gosto de pertencer. Não pertenço e sou uma rameira sem chulo, de costas livres da chibata capitalista.
As horas da invalidez emocional. Do desajuste e da saudade. Da perda de coisa alguma em especial. As horas de processar pensamentos com prensa de sapateiro, a quente e vagarosamente, tic tac tic tac, ao ritmo dos ponteiros rudes que riem jocosamente entre si.
As horas que me expiam os projectos e ressentimentos empacotados. As horas que desorganizam os orgãos, esmagam os sentidos.
As horas, boas, as horas do prazer. Tão ou mais crueis que as outras, rápidas a queimar no rastilho dos dias. As horas sem ponteiros de plástico da loja de conveniência, passam tão depressa que julgo que não as vivi.
28800 segundos em que vendo o corpo que nem uma rameira. Mas não é pelos algarismos que figuram no talão, nem pelo gosto de pertencer. Não pertenço e sou uma rameira sem chulo, de costas livres da chibata capitalista.
As horas da invalidez emocional. Do desajuste e da saudade. Da perda de coisa alguma em especial. As horas de processar pensamentos com prensa de sapateiro, a quente e vagarosamente, tic tac tic tac, ao ritmo dos ponteiros rudes que riem jocosamente entre si.
As horas que me expiam os projectos e ressentimentos empacotados. As horas que desorganizam os orgãos, esmagam os sentidos.
As horas, boas, as horas do prazer. Tão ou mais crueis que as outras, rápidas a queimar no rastilho dos dias. As horas sem ponteiros de plástico da loja de conveniência, passam tão depressa que julgo que não as vivi.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
São só coisas. Afinal são só coisas. Dispersas. Desarrumadas.
Há cinza no chão. Há mais de dois dias. Violência das horas que me comem o corpo e o deixam exausto, aqui, onde existem coisas. As tuas coisas. Não se me prendem nostalgicamente porque o teu calor já não mora aqui.
Apetece-me dizer que te odeio. Só porque sabe bem. Só porque é a única vingança que tenho de mim para mim, contra a agrura das memórias que me dissecam o pulmão e abafam o quarto. Não te odeio. É forte demais, robusto demais para a caixa dos pacotes de açucar, postais e coisas, coisas, que me lembram de ti.
Não te odeio, mas também não te quero, sem saber como não querer, quando a confiança se me esvai entre as linhas da palma da mão, sem teres culpa, agora, que já passou.
Podes dizer-me que não tenho razão, não tenho, e adoçar-me os sentidos com o gosto do teu abraço. Mas, a mim, abafa-me a convulsão de repetir hoje, como ontem, a imagem do engano. Nem sempre, nem todas as horas. Nem todos os meses. Quando a fragilidade toca, fere, vai embora. Lembro, calo, finjo, esqueço-me de ti.
Há cinza no chão. Há mais de dois dias. Violência das horas que me comem o corpo e o deixam exausto, aqui, onde existem coisas. As tuas coisas. Não se me prendem nostalgicamente porque o teu calor já não mora aqui.
Apetece-me dizer que te odeio. Só porque sabe bem. Só porque é a única vingança que tenho de mim para mim, contra a agrura das memórias que me dissecam o pulmão e abafam o quarto. Não te odeio. É forte demais, robusto demais para a caixa dos pacotes de açucar, postais e coisas, coisas, que me lembram de ti.
Não te odeio, mas também não te quero, sem saber como não querer, quando a confiança se me esvai entre as linhas da palma da mão, sem teres culpa, agora, que já passou.
Podes dizer-me que não tenho razão, não tenho, e adoçar-me os sentidos com o gosto do teu abraço. Mas, a mim, abafa-me a convulsão de repetir hoje, como ontem, a imagem do engano. Nem sempre, nem todas as horas. Nem todos os meses. Quando a fragilidade toca, fere, vai embora. Lembro, calo, finjo, esqueço-me de ti.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Às vezes a mágoa trespassa-me com a força das correntes capadas de uma barragem. Apetece-me negar-te todas as palavras. Tantas quanto as que usaste para me mentir.
Mas o tempo já passou.
Cool hipnoise - dantes
Mas o tempo já passou.
Cool hipnoise - dantes
terça-feira, 30 de junho de 2009
As paredes estão mudas e os azulejos tiritam no vácuo da ausência da tua presença. Cada coisa no seu lugar, no de sempre, no que há-de ficar depois de me ir daqui. A chuva mata a sede e a melancolia da minha queda para a saudade, estúpida assim, saudade mesmo quando estás já ali.
O gato continua a lavar-se em cima da cama por fazer, virado para a luz que trespassa os cortinados encerrados. Eu continuo a chegar cansada e a derramar-me pelo sofá, alheia à louça que ficou do jantar do dia anterior, da fome e do resto que deveria fazer. Ainda há roupa tua, malas e livros. Quase que não se notaria a tua falta. Na almofada, os teus cabelos pretos ainda respiram. Mas olha. O vazio onde estava o frasco do perfume, a pasta e a escova de dentes, a espuma do cabelo. Os ténis tortos ao lado da cama.
As paredes estão mudas e com elas a casa toda. Continuo a chegar cansada, mas já não escorrego para o teu colo a reclamar de coisas parvas do meu dia. Já não comento o que está a dar na televisão nem fico dengosa a pentear-te os cabelos com as pontas dos dedos.
Está tudo igual. Excepto que não está.
O gato continua a lavar-se em cima da cama por fazer, virado para a luz que trespassa os cortinados encerrados. Eu continuo a chegar cansada e a derramar-me pelo sofá, alheia à louça que ficou do jantar do dia anterior, da fome e do resto que deveria fazer. Ainda há roupa tua, malas e livros. Quase que não se notaria a tua falta. Na almofada, os teus cabelos pretos ainda respiram. Mas olha. O vazio onde estava o frasco do perfume, a pasta e a escova de dentes, a espuma do cabelo. Os ténis tortos ao lado da cama.
As paredes estão mudas e com elas a casa toda. Continuo a chegar cansada, mas já não escorrego para o teu colo a reclamar de coisas parvas do meu dia. Já não comento o que está a dar na televisão nem fico dengosa a pentear-te os cabelos com as pontas dos dedos.
Está tudo igual. Excepto que não está.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
O que tem de ser tem muita força sempre foi uma expressão que me deixa contrafeita. Quando diz respeito a coisas do foro afectivo, deixa-me melancólica. Tem toda uma aura de restruturação e essa restruturação, porque tem muita força tende a ter força por não partir de nós. Tem de ser. Tem. Deixa-me melancólica. Não gosto de despedidas, não gosto de fins. Em todos os sentidos para além do literal. Não gosto de dizer adeus a pensamentos que são meus mas já não fazem sentido.
Não gosto nem é o termo. Deixa-me melancólica. E da melancolia até gosto, mas não me deixa feliz.
Não gosto nem é o termo. Deixa-me melancólica. E da melancolia até gosto, mas não me deixa feliz.
E se um dia as águas turvas do esquecimento se acercam de mim e me roubam a preciosidade de quem sou, do que fui construída. Tenho um medo que é real de perder a vida ainda em vida. De ser aquela velhota simpática que anda perdida por ruas que palmilhou durante anos. De ser a velhota simpática que perde coisas e faz piadas sobre isso, até se esquecer que esqueceu e ser só a velhota simpática que é simpática por não ter memória de nada que lhe faça rancor.
Queria ter uma biblioteca de sebentas com datas e memórias de todos os dias que perdesse, mesmo aqueles em que não aconteceu nada para além de pintar o cabelo e ir ao café com os amigos. Sobretudo esses dias. Sobretudo os amigos. Os amores. As paixões assolapadas e as paixões passageiras, das quais me ria meses depois. Até os "fraquinhos", que normalmente são sempre giros de recordar.
Ler um diário que não recordamos ter escrito, que não é nosso porque não há nada que nos pertença para além do funcionamento dos orgãos e a passagem das horas, é semelhante a ler o diário de outra pessoa qualquer. Mas pelo menos teria lá o nome, o carimbo de que naquela sebenta estaria eu, naquele período de tempo, quando me lembrei de escrever numa folha de papel parte das histórias que desenham os traços do que sou.
Nunca tive feitio para diários. Se algum dia esquecer, lá se foram 22 anos de vida. Não penso sempre nisto. Quando penso, fazem-me falta todas as pessoas, todos os risos, todas as lágrimas. Fazem-me falta todos os erros e cicatrizes. Quando me lembro arrependo-me de todas as vezes em que pedi para esquecer. Até a dor me sabe bem.
Queria ter uma biblioteca de sebentas com datas e memórias de todos os dias que perdesse, mesmo aqueles em que não aconteceu nada para além de pintar o cabelo e ir ao café com os amigos. Sobretudo esses dias. Sobretudo os amigos. Os amores. As paixões assolapadas e as paixões passageiras, das quais me ria meses depois. Até os "fraquinhos", que normalmente são sempre giros de recordar.
Ler um diário que não recordamos ter escrito, que não é nosso porque não há nada que nos pertença para além do funcionamento dos orgãos e a passagem das horas, é semelhante a ler o diário de outra pessoa qualquer. Mas pelo menos teria lá o nome, o carimbo de que naquela sebenta estaria eu, naquele período de tempo, quando me lembrei de escrever numa folha de papel parte das histórias que desenham os traços do que sou.
Nunca tive feitio para diários. Se algum dia esquecer, lá se foram 22 anos de vida. Não penso sempre nisto. Quando penso, fazem-me falta todas as pessoas, todos os risos, todas as lágrimas. Fazem-me falta todos os erros e cicatrizes. Quando me lembro arrependo-me de todas as vezes em que pedi para esquecer. Até a dor me sabe bem.
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Contacto. Os teus lábios perto dos meus. Sempre os teus lábios perto dos meus. Nunca o inverso.
Nunca o tempo necessário para sentir o suspense. Contacto.
Contraria-me a falta de liberdade de agir no ímpeto de te agarrar no topo das tuas escadas, chegar os meus lábios dos teus, segredar-te qualquer coisa em confidência. Sempre o medo. O medo de ser ouvida. O medo de te mostrar que não és um passatempo semanal, que ora vem, ora vai. O medo que julgues um beijo por mais do que é. Que te assustes, que te julgues uma estrangeira na tua própria pele.
Constrange-me sentir-te a pele e o arrepio que me dá, às vezes, sem carta branca que me dê permissão.
Contacto. Vezes e vezes transmitido em filme dentro de mim. O topo das tuas escadas. Entrar e fechar a porta à indiscrição. Não te dizer nada. Contacto. Dar-te um beijo. Ir-me embora. Contacto.
Nunca o tempo necessário para sentir o suspense. Contacto.
Contraria-me a falta de liberdade de agir no ímpeto de te agarrar no topo das tuas escadas, chegar os meus lábios dos teus, segredar-te qualquer coisa em confidência. Sempre o medo. O medo de ser ouvida. O medo de te mostrar que não és um passatempo semanal, que ora vem, ora vai. O medo que julgues um beijo por mais do que é. Que te assustes, que te julgues uma estrangeira na tua própria pele.
Constrange-me sentir-te a pele e o arrepio que me dá, às vezes, sem carta branca que me dê permissão.
Contacto. Vezes e vezes transmitido em filme dentro de mim. O topo das tuas escadas. Entrar e fechar a porta à indiscrição. Não te dizer nada. Contacto. Dar-te um beijo. Ir-me embora. Contacto.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Arritmia emocional. Dislexia. É esse o título. Dez páginas, pouco mais, enchendo o período.
Acelera.
Desacelera.
Vira à esquerda.
A outra esquerda.
Merda,
enganei-me no caminho.
Arritmia.
Dá-me um cinzeiro e cigarros dos baratos e conto-te a história no sorver de 10 miligramas de nicotina. Talvez um copo de vinho.
Sim, dá-me um copo de vinho.
Desacelarou.
Afinal estou em casa e os cigarros baratos estão a acabar.
É o cinzeiro que os come agora, porque eu estou a pensar.
Uma guinada à direita, é isso. Já está. Já me lembro.
Merda, já me lembro.
Lembro-me do quê?
Desculpa, lembro-me para quê? Era isso que queria perguntar.
Lembro-me porque não há o tal copo de vinho para esquecer.
Já não há?
Não faz mal. Também não me apetece beber.
Arritmia.
Perdi-me.
Acelera.
Desacelera.
Vira à esquerda.
A outra esquerda.
Merda,
enganei-me no caminho.
Arritmia.
Dá-me um cinzeiro e cigarros dos baratos e conto-te a história no sorver de 10 miligramas de nicotina. Talvez um copo de vinho.
Sim, dá-me um copo de vinho.
Desacelarou.
Afinal estou em casa e os cigarros baratos estão a acabar.
É o cinzeiro que os come agora, porque eu estou a pensar.
Uma guinada à direita, é isso. Já está. Já me lembro.
Merda, já me lembro.
Lembro-me do quê?
Desculpa, lembro-me para quê? Era isso que queria perguntar.
Lembro-me porque não há o tal copo de vinho para esquecer.
Já não há?
Não faz mal. Também não me apetece beber.
Arritmia.
Perdi-me.
É impossivel conhecer realmente os outros. Por mais anos que passem. Conhecemos o modus operandis, prevemos reacções a estimulo x ou y, mas não a conhecemos. Não a conhecemos a sério.
Seria desejável? Não sei. Não sei se queria saber tudo. Mas dou por mim curiosa
por que é que se riu assim?
o que é que quis dizer?
o que quer dizer?
o quê?
E rio-me. Às vezes choro. Depois esqueço-me e julgo que afinal até é possivel.
Seria desejável? Não sei. Não sei se queria saber tudo. Mas dou por mim curiosa
por que é que se riu assim?
o que é que quis dizer?
o que quer dizer?
o quê?
E rio-me. Às vezes choro. Depois esqueço-me e julgo que afinal até é possivel.
domingo, 3 de maio de 2009
hábitos
- estou esquisita.
- pois estás. não estou a gostar muito. o que foi?
- estou a pensar nas gajas.
- pois, mas isso já estou habituada.
E eu já estou habituada que penses que estou a pensar "nas gajas", quando, na verdade, estou a pensar em ti.
Estou habituada que fiques contente quando um gajo rançoso te atira um piropo de segunda e dizes que serviu para subir o ego.
Estou habituada que não repares que reparo em ti e que o teu ego não suba quando te mando eu um piropo, mesmo que o faça a brincar para não te assustar.
Estou habituada a ter de reparar nas "gajas", para me distrair de ti.
- pois estás. não estou a gostar muito. o que foi?
- estou a pensar nas gajas.
- pois, mas isso já estou habituada.
E eu já estou habituada que penses que estou a pensar "nas gajas", quando, na verdade, estou a pensar em ti.
Estou habituada que fiques contente quando um gajo rançoso te atira um piropo de segunda e dizes que serviu para subir o ego.
Estou habituada que não repares que reparo em ti e que o teu ego não suba quando te mando eu um piropo, mesmo que o faça a brincar para não te assustar.
Estou habituada a ter de reparar nas "gajas", para me distrair de ti.
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